O impacto da economia compartilhada no nosso dia a dia.

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Talvez você nunca ouviu falar sobre o termo economia compartilhada, mas você provavelmente já conhece algumas marcas e empresas que estão surfando nessa onda. Uber, Airbnb, Netflix, Spotify. Você já viu esses nomes em algum lugar? Pois é, esses são apenas alguns exemplos de empresas que estão crescendo com essa nova tendência.

Mas o que significa economia compartilhada?

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O que esse termo tem de novo e diferente? E o mais importante, o que isso muda na nossa vida?  Basicamente, o que estamos vendo hoje é a criação de ecossistemas econômicos sustentáveis, onde pessoas e empresas compartilham produtos e serviços. A grande diferença é que a partir de agora o mesmo produto ou serviço pode ser vendido e utilizado várias vezes, por várias pessoas. Por exemplo, ao invés de comprar um carro, eu posso usar o carro de outras pessoas através de aplicativos como o Uber ou Cabify. Ao invés de alugar um filme, eu posso pagar uma taxa por mês e assistir quantos filmes eu quiser e aonde eu quiser no Netflix.

 

Nova Geração = Novos Compartamentos

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Esse modelo tradicional focado exclusivamente na produção, compra e venda de produtos e serviços está caindo por terra, e as grandes empresas já começaram a perceber que elas precisam se adaptar. Podemos levantar aqui algumas causas para essa mudança de paradigma. As novas gerações, em especial a Geração Y – formada por jovens entre 22 e 35 anos – são mais ligadas à tecnologia, valorizam empresas que pensam nas pessoas e não só no lucro, preferem os ambientes compartilhados e estão percebendo uma melhor relação custo/benefício nos produtos e serviços da economia compartilhada. Além disso, há uma mudança radical no propósito e no estilo de vida desses jovens.

Antigamente era muito comum as pessoas fazerem planos para estudar, trabalhar, casar, comprar uma casa própria e formar uma família, e isso já mudou bastante. Muitos jovens não pensam em casar cedo. A geração Y está investindo mais nos estudos e na carreira profissional. Eles querem viajar e aproveitar a vida enquanto podem, antes de começar a vida “adulta” em família.  O número de jovens proprietários de imóveis está caindo cada vez mais. E o alto custo para se manter uma casa ou um apartamento nas grandes cidades está alimentando uma outra tendência da economia compartilhada, a de moradia compartilhada, ou “shared housing”. Ao invés de comprar ou alugar uma casa, jovens recém formados e até pessoas mais velhas estão alugando quartos em imóveis compartilhados, reduzindo custos como aluguel, condomínio, iptu, e outras contas.

Se antes dividir um imóvel era coisa de estudante universitário que morava em república, hoje mais e mais pessoas procuram esse tipo de moradia. E não pense você que é tudo bagunça, o perfil de moradias compartilhadas é muito variado, e você encontra desde repúblicas estudantis com festas todos os dias até o ambiente mais tranquilo e “familiar” possível.

 

Criando novas soluções.

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Hoje já é possível encontrar sites e empresas com soluções para esse mercado. Basta acessar grupos de facebook ou sites de anúncios como Web Quarto e OLX para encontrar vagas em moradias compartilhadas. Uma Startup de Belo Horizonte vai um pouco além. No site criado pela Easy Houses, o anfitrião, que é a pessoa que administra essas moradias, anuncia quantos quartos ele quiser sem pagar nada pelo anúncio. Ele define o perfil do morador que está procurando, coloca as características do imóvel e também as regras da casa. Quem se interessar pela vaga entra em contato direto com o anunciante.

Se os dois fecharem o negócio, eles podem usar os serviços da plataforma, que gera um contrato automaticamente entre as duas partes, envia boletos mensais para o morador e deposita o dinheiro do aluguel direto na conta do anfitrião, que ainda pode enviar notificações caso o morador quebre alguma regra da casa. Algumas pessoas já perceberam inclusive que esse trabalho de anfitrião pode ser uma fonte de renda, e estão comprando ou alugando imóveis para alugar os quartos.

Como você pode ver, essa é uma tendência que veio para ficar, trazendo muitos impactos positivos nas nossas vidas. As empresas que não se adaptarem vão ficar para trás. E o grande desafio agora é conhecer melhor o que as pessoas desejam e precisam para descobrir a melhor forma de atender o consumidor.

 

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